No início dos anos 90, um grupo de sócios do Minas
teve a ideia de organizar peladas aos domingos pela manhã no campo à beira do
lago. Entre eles estavam Amorim, Beto Fusquinha da AABB, Carlinhos Zoinho, Peru
e Sérgio Leal. A proposta era simples: Leal tinha uma caminhonete Off-Road
equipada com um fogão a gás, o que possibilitou a criação de um café da manhã
antes dos jogos, às 6h da manhã. Beto trazia algumas bananas, enquanto Zoinho e
Amorim compravam pães, manteiga e leite. Depois disso, era hora da pelada,
sempre acompanhada de muita resenha.
Com o passar dos anos, Beto Fusquinha e Leal se
afastaram do grupo, restando Amorim e Zoinho. Foi então que Ney Kuric se juntou
à turma, e, a partir da sua chegada, o café da manhã ganhou em qualidade. O
cardápio passou a incluir ovos mexidos com queijo e presunto, e a mesa de
frutas virou um verdadeiro banquete digno de um hotel cinco estrelas, com
abacaxi, manga, mamão, melancia, melão, banana e, às vezes, até algumas
cerejas.
A cada domingo, a tradição se fortalecia, com um
número cada vez maior de participantes. A equipe organizadora precisava chegar
bem cedo para garantir que, assim que o primeiro atleta chegasse, já houvesse
café servido na mesa. Em diversas ocasiões, tivemos mais de 60 pessoas reunidas
para jogar bola e confraternizar.
Hoje, todos sentem saudades sempre que a pelada
precisa ser interrompida devido ao início do maravilhoso campeonato de futebol.
Todos aguardam ansiosamente as férias de julho, quando pode retomar essa
tradição por pelo menos quatro domingos. E, no final do ano, tudo se repete.
São três sócios abnegados que fazem questão de
manter esse espírito vivo, para que esses momentos com os amigos do clube nunca
cheguem ao fim. Há um desejo natural para que essa tradição continue e que
sempre haja alguém disposto a levar esse legado adiante.